segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Formol, porque eu não paro de criticar.


Tem gente que fica indignado com as criticas que eu faço contra o formol, mas eu não me preocupo com essas pessoas pelo simples  fato de que o que eu faço, é um serviço de utilidade publica para informar a quem deseja saber sobre o assunto antes de passar a trabalhar, ou de até mesmo se submeter ao procedimento de alisamento com a substancia.
As pessoas me perguntam se eu não sinto estar prejudicando os meus colegas de profissão, por falar tão mal das escovas progressivas.  Não acho que esteja prejudicando, e sim conscientizando as pessoas.
Meu interesse é de ajudar as pessoas a saberem que não é só formol, glutarol, e outros ativos que prejudicam a saúde e causam riscos aos profissionais sérios.
É para essas pessoas que eu escrevo, pessoas que não se contentam com a primeira sugestão que lhes dão.
Não estou aqui para fazer média com ninguém, meu trabalho é sério. E para aqueles que acham que suas escovas são liberadas pela entidade regulamentadora, vou lhes contar um segredinho.
As empresas mandam um produto sem formol, ele é liberado, e ai quando vão ser comercializados, as empresas fraudulentas acrescentam o formol acima do permitido.
Então gente eu digo Aos Meus leitores que me apoiam, e aos que me criticam, que a minha Luta continua.
   
  

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mulher vaidosa

Toda mulher tem por instinto ser vaidosa ao extremo.
Quando a mulher olha para o espelho ela quer ver uma figura magra, loira de cabelos lisos, e olhos azuis, naturalmente essa figura não é muito fácil de encontrar. Mas no mundo moderno, o que não encontramos com facilidade nós fabricamos.
Maquiagens para disfarçar imperfeições, cicatrizes de acidentes, ou de cirurgias, ou só para dar aquele up no visu.
Para a cor dos olhos lentes, verdes, azuis, castanhos, e até de cores incomuns.
Agora entrando na área que tenho um maior conhecimento, que são os cabelos.
Tingir, mechar, cortar, alizar. são os serviços que as mulheres mais fazem para deixar a figura mais próxima da imagem refletida no espelho.
Mas você deve esta se perguntando. "Fazer tudo isso, sem tratar os cabelos?", como pode não esta se perguntando. Porque você deve ser do time que não mede esforços para alcançar a imagem perfeita.
É ai que entra os meus inimigos, o Sr formol e seus comparsas, O Glutaral kid, eu o sedutor vendedor, prometendo cabelos lisos e hidratados.
Ai todo mundo pensa, legal unir o útil ao agradável. Até ai tudo bem, só que essa gangue, não é tão do bem assim. Eles maltratam os cabelos e a longo praso danificam o cabelo te deixando mais longe da perfeição.
Mas voltando ao assunto do espelho, na verdade ele mostra uma imagem que não é o que nós homens queremos ver, ele mostra na verdade a imagem que vai chamar a a tenção do seu parceiro, e como toda mulher tão competitiva quanto vaidosa, você vai procurar ser a imagem da sua rival.
Nós homens queremos na verdade, aquela mulher pela qual nos apaixonamos da primeira vez em que vimos, e que não lembra nada do que vocês querem ser. Gostamos da sua beleza, e não a que você compra nos salões, e clinicas de estéticas.
Nós somos apaixonados por vocês. 
Então tome coragem, e diga ao espelho, para calar a boca, e deixar você ver a pessoa bonita que você é, magrinha, gordinha, branca, negra, cabelo cacheado, ou liso, alta ou baixinha, tanto faz, você é bonita do jeito que você é.
Mas se achar que precisa dar um tapa no visual. Lembre-se que eu estarei sempre qui.
Ass: O seu cabeleireiro.
   

O que é formol


O formol ou formaldeído, solução a 37%, é um composto líquido claro com várias aplicações, sendo usado normalmente como preservativo, desinfetante e antisséptico. É usado para embalsamar peças de cadáveres, mas é útil também na confecção de seda artificial, celulose, tintas e corantes, soluções de ureia, tioureia, resinas melamínicas, vidros, espelhos e explosivos. O formol também pode ser utilizado para dar firmeza aos tecidos, na confecção de germicidas, fungicidas agrícolas, na confecção de borracha sintética e na coagulação da borracha natural. É empregado no endurecimento de gelatinas, albuminas e caseínas. É também usado na fabricação de drogas e pesticidas.
Toxicidade
O formol é tóxico quando ingerido, inalado ou quando entra em contato com a pele, por via intravenosa, intraperitoneal ou subcutânea. Em concentrações de 20 ppm (partes por milhão) no ar causa rapidamente irritação nos olhos. Sob a forma de gás é mais perigoso do que em estado de vapor.
Carcinogenicidade (avaliação do potencial cancerígeno)
Em quatro instituições internacionais de pesquisa foi comprovado o potencial carcinogênico do formaldeido. 
 
  • Em 1995, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classificou este composto como sendo carcinogênico para humanos (Grupo 1, julho 2004), tumorogênico, teratogênico por produzir efeitos na reprodução para humanos. Em estudos experimentais, demonstraram ser também para algumas espécies de animais.
  • Agência de Proteção Ambiental (EPA), dos EUA: ¿O composto foi avaliado pelo grupo de avaliação de carcinogenicidade da ACGIH e foi considerado suspeito de causar câncer em humanos ¿ [015,415,421].
  • Associação de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA), dos EUA: considera que o agente é suspeito de causar câncer para humanos.
  • O Programa Nacional de Toxicologia dos EUA (Fourth Annual Report on Carcinogens) de 1984 considerou que o formaldeído é um agente cancerígeno nas seguintes doses para ratos:por via oral, 1170 mg/kg/; por via dérmica 350 mg/kg e por via inalatória 15 ppm/6 horas

Sintomas em caso de intoxicaçãoA inalação deste composto pode causar irritação nos olhos, nariz, mucosas e trato respiratório superior [036, 151, 301,406]. Em altas concentrações pode causar bronquite, pneumonia ou laringite [036,151].
Os sintomas mais freqüentes no caso de inalação são fortes dores de cabeça, tosse, falta de ar, vertigem, dificuldade para respirar e edema pulmonar [215]. O contato com o vapor ou com a solução pode deixar a pele esbranquiçada, áspera e causar forte sensação de anestesia e necrose na pele superficial.
Longos períodos de exposição podem causar dermatite e hipersensibilidade, rachaduras na pele (ressecamento) e ulcerações principalmente entre os dedos; podem ainda causar conjuntivite [036,151].

O vapor de formaldeído irrita todas as partes do sistema respiratório superior e também afeta os olhos. A maioria dos indivíduos pode detectar o formol em concentrações tão baixas como 0.5 ppm e, conforme for aumentando a concentração até o atual limite de Exposição Máxima, a irritação se dá mais pronunciada.
Medições das concentrações de formaldeído no ar em laboratórios de anatomia no ar têm apontado níveis entre 0,07 e 2,94 ppm (partes por milhão). Uma relação entre a concentração e os sintomas podem ser feitos:
0,1 a 0,3 ppm: menor nível no qual tem sido reportada irritação;
0,8 ppm: limiar para o odor (começa a sentir o cheiro);
1 a 2 ppm: limiar de irritação leve;
2 a 3 ppm: irritação dos olhos, nariz e garganta;
4 a 5 ppm: aumento da irritação de membranas mucosas e lacrimejação significativa;
10 a 20 ppm: lacrimejação abundante, severa sensação de queimação, tosse, podendo ser tolerada por apenas alguns minutos (15 a 16 ppm pode matar camundongos e coelhos após 10 horas de exposição;
50 a 100 ppm: causa danos severos em 5 a 10 minutos (exposição de camundongos a 700 ppm pode ser fatal em duas horas). 
A ingestão causa imediata e intensa dor na boca e faringe [151]. Provoca dores abdominais com náuseas, vômito e possível perda de consciência [036,151,301]. Outros sintomas como proteinúria, acidose, hematemesis, hematúria, anúria, vertigem, coma e morte por falência respiratória também podem ser observados [031].
Ocasionalmente pode ocorrer diarréia (com possibilidade de sangue nas fezes), pele pálida, fria e úmida, além de sinais de choque como dificuldade de micção, convulsões, e estupor.
A ingestão também pode ocasionar inflamação e ulceração /coagulação com necrose na mucosa gastro-intestinal [151].

Também podem ser observadas lesões como corrosão no estômago e estrias esofágicas e colapso circulatório e nos rins após a ingestão. A inalação ou aspiração do produto pode provocar severas alterações pulmonares ao entrar em contato com o meio ácido estomacal [151]. Outras consequências são danos degenerativos no fígado, rins, coração e cérebro.[301, 455].

Intoxicação agudaNo estado líquido ou vapor é irritante para pele, olhos e mucosas. [036,151,301,406]. Também é um potente irritante do trato respiratório. É absorvido através da pele [169]. Pode causar lacrimejamento [455].
RecomendaçõesSegundo a OSHA, o limite máximo permitido de exposição contínua é de 5 ppm. A OSHA classificou o formol como irritante e com potencial cancerígeno.
O Criteria Document publicado pelo Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos EUA (NIOSH) recomenda que o limite máximo presente no ar seja de 0.1 ppm/15M e o uso de luvas e máscaras durante a manipulação do produto. A máscara deve ter filtro especial para vapores orgânicos.
Informações adicionaisDeve ser estocado em temperatura ambiente, mas não inferior a 15º C, protegido da luz e hermeticamente fechado para evitar contato com a atmosfera e com a luz.
Em caso de derramamento usar papel absorvente para remover o líquido. Deve-se retirar toda a roupa contaminada e colocá-la em recipiente adequado para ser descontaminado Caso tenha havido contato com a pele, lavar a superfície com água e sabão.
Informações técnicas
Nome químico:: formaldeído a 37%
Fórmula química: CH2O
Fórmula estrutural: H2C=O
Sinônimos: formalina, formol, formalit, ivalon, Karsan, Lysoform, Oxometano, Oximetileno.
Informações físicoquímicas
Descrição: composto líquido claro
Peso molecular: 30.03
Ponto de ebulição: 96 C [031,036]
Solubilidade: água: >=100 mg/mL @ 20.5 C (RAD); DMSO : >=100 mg/mL @ 20.5 C (RAD); 95%; etanol : >=100 mg/mL @ 20.5 C (RAD); acetona : >=100 mg/mL @ 20.5 C (RAD)
Volatilidade : pressão de vapor: 93.60 mm Hg @ 38 C (RAD)
densidade do vapor: 1.0 [451]
flamabilidade: Este composto tem seu flash point em 85 C0 (185 F) (058). É um composto combustível.
pH: 2.8-4.0 [031]
Reatividade
O formol é um composto químico com enorme capacidade de redução, especialmente na presença de álcalis. É incompatível com amônia, álcalis, tanino, bissulfetos, preparações à base de ferro, prata, potássio e iodo. Reage com albumina, caseína, Agar-agar formando compostos insolúveis . É violentamente reativo com óxidos, nitrometano, carbonato de manganês e peróxidos.
EstabilidadePode se transformar em nuvem especialmente em baixas temperaturas. Pode sofrer oxidação na presença do ar e da luz.
  Fonte de pesquisa http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=795

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dermatite seborréica

A Dermatite Seborréica, também conhecida simplesmente como Seborréia, é uma doença da pele que ataca o couro cabeludo, a face e algumas outras partes do corpo, especialmente as abundantes em glândulas sebáceas. Provocando eritema, descamação oleosa e prurido. Quando ataca o couro cabeludo, é mais popularmente conhecida como Caspa. Acredita-se que o fungo Malassezia furfur (cujo nome anterior era Pityrosporum ovale) contribua para esta situação. O fungo habita normalmente nos folículos pilosos, e pode haver uma reacção imune, que contribua para a dermatite.

Tratamento

O tratamento recomendado é o uso do cetoconazol, na forma de cremes ou shampoos. Shampoos com piritiona de zinco, sulfeto de selênio ou alcatrão de carvão podem ajudar no tratamento, bem como loções contendo ácidos alfa-hidróxidos (AHA). Embora casos simples possam ser tratados com produtos comuns de higiene pessoal e cosméticos, em casos mais graves o tratamento deve ser conduzido sob orientação de um médico.

A dermatite seborreica não é uma doença e sim uma característica de algumas pessoas.
A dermatite seborréica não é contagiosa - é um mal crônico, que atinge locais do corpo onde há produção aumentada de óleo pelas glândulas sebáceas, pois existem regiões que apresentam mais glândulas sebáceas. Homens e mulheres, de várias faixas etárias, inclusive recém-nascidos, podem sofrer do problema no couro cabeludo, nas sobrancelhas, na região dos cílios, próximo ao nariz, barba, atrás da orelha, na região peitoral masculina, por causa dos pêlos e até no ouvido. Às vezes, a afecção pode manifestar-se na região mediana do tronco e nas dobras da pele, como axilas e virilhas. Nos adultos, a seborréia surge como lesões avermelhadas que apresentam descamação e coceira; já nos lactentes, o couro cabeludo fica com escamas gordurosas e aderentes denominadas crostas lácteas, podendo ocorrer manchas no corpo e na área de uso das fraldas. Alguns estudiosos concluíram que a doença raramente acomete crianças acima dos seis meses de idade, mas pode surgir na puberdade e acompanhar o indivíduo por toda a vida. Pacientes HIV positivo e como mal de Parkinson, freqüentemente desenvolvem a dermatite de maneira grave.

O começo

As causas da dermatite seborréica são desconhecidas, mas existem sim, inúmeros fatores desencadeadores da doença, como por exemplo, as alterações hormonais. Na mulher, durante a gravidez, há um aumento dos hormônios andrógenos (masculinos) que é repassado para o recém-nascido deixando as glândulas sebáceas do bebê mais ativas. Esse fato pode provocar, a seborréia neonatal.
Adolescentes também podem apresentar a doença devido ao estímulo hormonal. Ainda nessa fase da vida, a carência de aminoácidos pode provocar a dermatite, e o consumo exagerado de temperos tende a agravar o quadro. Também por conta dos distúrbios hormonais, a mulher deve ter cuidado especial com a menopausa realizando tratamentos como a reposição hormonal de acordo com a recomendação médica.

Fatores externos

Os fatores externos são os que mais favorecem o aparecimento da seborréia. O estresse é um deles. O paciente sempre relata uma história de ansiedade, preocupação e cansaço físico e emocional anteriores à manifestação da dermatite seborréica.
Outra característica que piora o quadro é a temperatura fria e climas secos. Também pode ocorrer após mudanças bruscas de temperatura.
Fazer aplicações locais de medicamentos ou de algum produto cosmético à base de ácido no couro cabeludo, como permanente, pode irritar as glândulas sebáceas e também provocar o aumento da secreção. E para quem já está com a doença instalada, o uso inadequado de condicionadores é muito prejudicial. E aconselhável utilizá-los somente nas pontas dos cabelos para não ativar ainda mais a produção de sebo. Lavagens excessivas e freqüentes com quantidade exagerada de detergentes induzem a dermatite. E não importa se o cabelo é do tipo seco, oleoso ou normal, liso ou ondulado, a orientação vale para todos.
Resíduos de xampus e cremes nos cabelos tendem a provocar o aparecimento da caspa, como a dermatite no couro cabeludo é conhecida popularmente. Na realidade, a caspa é um dos sintomas da dermatite que acomete o couro cabeludo, com a liberação de escamas esbranquiçadas que soltam facilmente.
Vale ressaltar que a seborréia capilar pode passar para determinadas partes do corpo, como testa (no caso de quem usa franja) e costas (quem possui cabelos longos). Nestes casos, as áreas afetadas ficam oleosas e descamam, podendo apresentar espinhas. Quando a afecção é na pele, as mudanças bruscas de temperatura podem piorar a situação. Nesse caso, o excesso de óleo é uma defesa contra as agressões externas. Todavia, um aumento de secreção sebácea nem sempre significa uma dermatite.
Uma pessoa só apresenta o problema se tiver predisposição genética, que provavelmente está relacionada a um defeito no metabolismo das glândulas, que respondem com produção excessiva a um estímulo mais acentuado.
Outros fatores, como calor e umidade, favorecem a dermatite. Ainda é apontado como prejudicial, o uso de roupas que retém sebo e suor: lã, flanela, seda e tecidos sintéticos. O excessivo consumo de álcool e de hidratos de carbono, tendem a agravar a dermatite. Isso acontece porque "o consumo exagerado pode provocar um aumento da multiplicação celular em algumas pessoas e, conseqüentemente, uma produção exagerada de secreção sebácea". O fumo e a ingestão de pimenta, chocolate, amendoim e fritura tendem a agravar a dermatite.

Tratamentos exige persistência

Tratar um paciente com dermatite seborréica requer paciência da parte do doente. Por ser uma enfermidade crônica, as alternativas existentes visam o controle do quadro, com a remissão dos sintomas, deixando a pessoa sem os incômodos característicos: a descamação, a coceira e a vermelhidão na pele. Portanto, não há cura definitiva. O tratamento é feito com xampus e loções capilares, que podem conter vários princípios ativos capazes de, na forma mais discreta, amenizar o problema. Para as crianças, devem ser utilizados xampus que contenham própolis, calêndula, hamamélis e salicílicos. Para jovens e adultos, os produtos devem ser ricos em zinco, cobre, LCD e ácido salicílico. Nos recém-nascidos é indicado o uso de óleo mineral para remover as crostas.
Para a forma da seborréia que ataca apele do rosto ou do corpo, os cremes e sabonetes medicinais, com triclosan, por exemplo, são aconselháveis. É indicado ainda o tratamento com ultravioleta, método chamado PUVA, que consiste na ingestão de um psoraleno e aplicação de raios ultravioleta. Alguns especialistas defendem a tese de que a dermatite seborréica estaria relacionada com o pityrosporum ovale, uma espécie de fungo que normalmente habita na pele.
Nesse tipo de contaminação, é necessário o uso de antibióticos locais, ou por via oral, à base de monociclina, clindamicina, eritomicina, além de antifúngicos que contenham imidazólicos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Queremos mais destas fabricas fechadas

USA coloca o formol na mira

FDA condena escova de formol nos EUA

O Globo (saude@oglobo.com.br)
 
NOVA YORK - A empresa Brazilian Blowout, que fabrica uma escova de formol usada nos EUA, foi alertada pelo FDA (órgão americano que regulamenta alimentos e medicamentos) que seu produto contém “uma substância perigosa e nociva à saúde” e está rotulado de forma errada como “livre de formaldeído”, segundo reportagem no “New York Times”.
Em uma carta enviada à empresa no mês passado, o FDA alerta que testes mostraram que até 10% da fórmula do produto tem formaldeído líquido, que vem sendo associado a leucemia mielóide e tipos raros de câncer no nariz e na boca.
A substância foi oficialmente incluída na lista de cancerígenos em junho, mas nos EUA centenas de salões oferecem o tratamento por até US$ 500.
Segundo o FDA o produto contém metileno glicol, forma líquida do formaldeído que quando aplicada nos cabelos e aquecida por um secador e uma chapinha libera formaldeído no ar. O formaldeído inalado interage com as membranas respiratórias e olhos, causando sintomas como tonteiras, dores de cabeça, tosse, sensação de queimação, visão borrada, dores no peito e vômito.
A empresa, baseada em North Hollywood, na Califórnia, não comentou o alerta, mas no passado negou que o produto tivesse mais que alguns traços de formaldeído.


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/fda-condena-escova-de-formol-nos-eua-2625384.html#ixzz1n4MeJZ9h

domingo, 29 de janeiro de 2012

Reportagem do Fantástico sore formol

Reportagem do Fantástico

As autoridades de saúde já alertaram: o conteúdo do frasco é extremamente perigoso. 


Estamos falando do formol, substância química, de cheiro forte, e cuja venda é controlada. 



Então por que as mulheres continuam usando o formol? E por que salões de beleza insistem em aplicar o produto, em doses excessivas, para alisar o cabelo? 



As fotos tiradas ainda no hospital não deixam dúvida: o corpo da comerciante Mariluz de Souza reagiu com muita força a uma intoxicação. “Ela deu entrada na emergência do hospital. Ela estava com a face inchada e com feridas no couro cabeludo, perdendo parte do cabelo”, contou o alergista Juliano Coelho Philippi. 



Ainda internada, Mariluz fez vários testes, como o de alergia. “Foram aplicadas 40 substâncias. Para Mariluz, uma substância deu resultado alérgico: formaldeído, o formol. Dá para se afirmar, com certeza, que a reação foi por conta do formol. Qual é a consequência mais grave que poderia ter acontecido com ela? Desde perda do couro cabeludo até eventualmente óbito poderia acontecer”, alerta o alergista Juliano Coelho Philippi. 



“Eu lembro os flashes do momento que eu entrei no hospital, que caiu minha ficha que eu pensei: ‘Meu Deus, mais um que vai passar na televisão: Mulher morre ao fazer escova com o formol’”, comentou a comerciante Mariluz de Souza. 



O formol começou a ser usado para alisar os cabelos há dez anos, nos salões de beleza do subúrbio do Rio de Janeiro. “Fui eu que inventei. De uns seis meses, um ano para cá, está todo mundo em cima tentando fazer e fazendo”, comentou um cabeleireiro à época da reportagem. 



Esse tipo de alisamento, que ficou conhecido como escova progressiva, virou febre também entre as paulistanas e depois chegou ao país inteiro. Até que, em 2004, veio o alerta do Instituto Nacional de Câncer (Inca). “O formol foi classificado, desde 2004, como um agente reconhecidamente cancerígeno”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca. 



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o formol está relacionado ao aparecimento de tumores no nariz, na boca, na faringe, na laringe e na traqueia. Também pode atacar o fígado. O câncer pode levar anos para aparecer. 



“Se as pessoas começaram a usar e a fazer esse procedimento nas mulheres a partir de 2000, lá para 2020 ou 2030 a gente pode ter uma mudança no perfil dessa doença no Brasil”, prevê Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca. 



Por conta do uso em alisamentos, em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de formol puro no país todo. Mesmo assim, ele continuou sendo usado agora com outros nomes: escova inteligente, marroquina, egípcia, de chocolate etc. 



Uma cabeleireira admite: “Quando o cliente pergunta se tem formol, a gente responde: ‘Não tem, é proibido, a gente não usa formol’. Mas na verdade tem formol, sim”. 



Quando a comerciante Mariluz de Souza procurou um salão de beleza em Cuiabá para fazer um alisamento nos cabelos, ela deixou bem claro para cabeleireira. “Disse que eu não queria que fizesse escova com formol. Ela respondeu que a dela não continha formol”, afirma Mariluz. 



Nós procuramos a profissional que atendeu a Mariluz. Ela disse ter aplicado um produto com pouquíssimo formol: 0,2%. Nessa quantidade, autorizada pela Anvisa, o formol atua apenas como conservante e não provoca riscos à saúde. 



“Creme não alisa cabelo. Então, ele tem uma porcentagem pequena, de 0,2%, mas ele tem”, afirma a cabeleireira Cristiane Maldonado. 



Atenção, mulheres: 0,2% de formol não alisa cabelo. Se a mistura alisar, é porque tem mais formol do que devia. As equipes do Fantástico foram às ruas comprar alguns dos produtos mais usados nesse tipo de alisamento. 



Começamos em uma feira internacional de estética, em outubro passado, no Rio de Janeiro. “É a mais conhecida de todo o Rio de Janeiro”, comenta o vendedor. Ele diz que o produto tem só o formol liberado: “0,2%”. 



Já em outro estande, a resposta é outra. “A empresa fala que é 2%. Então, eu passo que é 2%, mas eu acredito que seja mais”, conta a vendedora. 



Os produtores do Fantástico foram também aos salões e compraram os alisantes direto dos cabeleireiros. Em Madureira, no subúrbio carioca, a cabeleireira separa o produto na hora. “Esse tem formol bem pouquinho. Não é aquilo que mata o povo”, diz. 



Em um salão em Ipanema, a conversa dura poucos minutos na frente das clientes. “O produto está aqui dentro. Só que o produto que está aqui dentro não é o que está na embalagem”, revela um cabeleireiro. 



Mas por que não vem na embalagem dele? “Porque esse é o produto que um químico faz. Isso normalmente se compra em fábrica. Eles são muito fracos. São muito fracos”, alega o cabeleireiro. 



Nós trouxemos todos os produtos para serem analisados no instituto de química da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A metodologia usada é a mesma recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse tipo de produto. A implantação do método e os testes levaram quatro meses, e os resultados são assustadores. 



Vamos ver o resultado de um produto comprado pela produtora do Fantástico no próprio salão de beleza em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O resultado: 6,66%, mais de 30 vezes o valor permitido. Voltamos ao salão. 



“A gente não trabalha mais. Todos os nossos produtos não têm nada de formol”, garantiu o cabeleireiro. “Mas você fazia até pouco tempo atrás”, pergunta a repórter. “Todo o Rio de Janeiro fazia”, responde o cabeleireiro. O Fantástico insiste. “Não vou falar mais nada. Já falei tudo”, diz o cabeleireiro. 



O resultado do teste do alisante comprado no salão de Madureira. Pode matar, sim. O produto dela tem quase 18 vezes o permitido. “Eu não sabia. a gente compra de um fornecedor. Então, a gente não tem como ver se o negócio tem formol, se não tem formol”, alega a cabeleireira. 



E o produto que deixou a Mariluz no hospital? Em Cuiabá, a equipe de reportagem do Fantástico pediu à cabeleireira que atendeu a comerciante uma amostra da mistura que foi usada. O resultado: 24 vezes o permitido. 



“Isso aqui para mim também é uma surpresa, porque eu não tenho como analisar o produto. A gente usa o que é vendido”, justifica a cabeleireira Cristiane Maldonado. 



Não é o que diz o que diz o Instituto Nacional de Câncer. “Todo cabeleireiro sabe que tem formol pelo cheiro”, afirma Ubirani Barros Otero, epidemiologista do Inca. 



O Fantástico viu o resultado dos outros produtos comprados na feira de cosméticos e em uma área de comércio popular do Rio de Janeiro. Das 11 marcas testadas, 7 tinham mais formol do que o permitido – até 24 vezes mais. 



Em nota, o fabricante da escova Onyx “nega que tenha usado formol acima do permitido” e admite que “pode ter ocorrido algum problema de manipulação”. O laboratório responsável pelas marcas Eagle e Alfa Trat diz que os produtos testados não são dele – “são falsificados” e que vai “levar o caso à polícia”. 



O laboratório que aparece na embalagem de Algo Mais diz que "não fabrica mais" o produto e que o seu nome "está sendo usado indevidamente". O fabricante citado no rótulo de Liss Perfect não atendeu a reportagem. 



Em um primeiro contato, o representante da Vitalise disse que enviaria uma nota, mas não o fez e não atendeu mais as ligações dos nossos produtores. O Fantástico não encontrou o responsável pela marca Bottox. O CNPJ e o endereço informados no rótulo são incorretos. 



Mas todos esses produtos com formol fora da lei trazem no rótulo uma autorização de funcionamento da Anvisa. Como pode isso? 



“A lei diz que o estado e o município têm que fiscalizar. Quem está errando é o bandido, que está fazendo um produto em desacordo com a legislação sanitária, utilizando ingrediente proibido. O que eu tenho que fazer? Chamar a polícia para prender esse bandido”, afirma Josineire Sallum, gerente-geral de cosméticos da Anvisa. 



A Anvisa também culpa as consumidoras. “Responsáveis por ainda ter o formol no mercado são as mulheres, que se utilizam desse procedimento e não deixam de utilizar”, acrescenta a gerente-geral de cosméticos da Anvisa. 



Os resultados assustaram o médico Anthony Wong, especialista da Universidade de São Paulo (USP) em substâncias tóxicas. “É ilegal e extremamente perigoso. A pessoa que utilizá-lo profissionalmente ou está aplicando em uma pessoa que precisa fazer isso está causando sérios danos à saúde”, alerta.



Em concentração tóxica, o formol atinge o organismo de várias maneiras. Em contato com o couro cabeludo, ele provoca uma espécie de queimadura química. A pele fica irritada e, em resposta, o corpo aumenta a circulação de sangue naquela região. 



O formol, também conhecido como formaldeído, penetra pela área ferida e cai diretamente na corrente sanguínea, se espalhando pelo corpo. Durante a aplicação nos cabelos, ele evapora e pode ser inalado por todos que estão no ambiente. A substância provoca irritação do nariz e da garganta. Em casos extremos, a pessoa pode ter uma laringite aguda e ficar sufocada. 



Ao descer pelo organismo, causa ainda o fechamento da traqueia e dos brônquios, também dificultando a passagem de ar. 



Em casos extremos, o formol pode levar ao colapso da circulação. Isso acontece quando há uma dilatação geral do organismo. O coração é afetado e há uma queda de pressão. A pessoa pode entrar em choque e morrer. 



Uma cabeleireira trabalha na área há 15 anos. Diz que faz até dez escovas progressivas por dia e sente os efeitos no próprio corpo. “Saí de licença médica por causa do uso do formol umas quatro vezes”, contou. 



Segundo ela, muitos produtos são manipulados no próprio salão de beleza. “O formol é colocado junto com outros, com creme, acrescenta mais algumas coisas de queratina, ampolas que não tenha cheiro, essas coisas todas”, diz a cabeleireira. 



Isso é considerado crime hediondo, mas a procura pela escova gerou um mercado clandestino de venda de formol. Na internet, várias páginas oferecem a substância pura para ser usada em alisamentos. 



“Às vezes alguns profissionais fazem o que a gente chama de batizar o produto. Eles pegam o creme hidratante de uma empresa tida como séria, adicionam o formol e aplicam nos cabelos”, comenta o cabeleireiro Alexandre Xavier. 



Com uma troca de emails e um telefonema, o Fantástico negociou a compra de cinco litros. “E eu teria o material pronto para ser retirado quando?”, pergunta a repórter. “Imediatamente. É só estar ligando e confirmando o horário”, diz a negociadora. 



Fomos a Belo Horizonte buscar a encomenda. “É proibido vender em farmácia. Antes era encontrado fácil. Aí como as pessoas estavam abusando em cabelo, eles proibiram a venda em farmácia. Eu trabalho com produto químico para limpeza, e o formol é usado para fazer o detergente. Aí é fácil. O pessoal está procurando demais. Tem muito cliente em salão. Vendo formol demais para progressiva”, revela a mulher. Depois da venda, ela ainda dá um aviso: “Só assim: se vocês forem abrir, tem que abrir em local aberto, porque o cheiro é muito forte”. 



No Hospital Municipal Salgado Filho, na Zona Norte do Rio, a negociação com um maqueiro acontece do lado de fora. “O cara que está lá disse o seguinte: que ele arruma até um lá, mas depois ele não vai poder arrumar mais para a senhora. Ele vai quebrar seu galho, mas ele falou que vai querer R$ 70. Um litro. A senhora fica ali no poste que eu vou lá buscar. A senhora tem salão mesmo?”, pergunta o maqueiro. Minutos depois, outro maqueiro volta com a garrafa de formol. 



Em uma funerária em Nilópolis, Baixada Fluminense, que usa o formol na preparação de cadáveres, o Fantástico comprou dois litros. “Esse daí algum salão já comprou e deu certo?”, pergunta a repórter. “Olha, eu já vendi. Inclusive eu já arrumei um desses para minha vizinha, que é cabeleireira. Ela já usou e ela nunca falou nada. Inclusive usou no cabelo da minha mulher”, diz o funcionário da funerária, que mostra uma foto. “Aqui o cabelo dela como ficou, da minha esposa, lisinho”, destaca. 



Já na saída, o funcionário da funerária reconhece a ilegalidade do que acabou de fazer. “Deixa eu falar uma coisa para a senhora: isso aí fecha as nossas portas. Isso fecha as portas”, reconhece. 



É o formol puro que vai parar na cabeça de mulheres como a bacharel Vanessa Magalhães da Silva. Ela começou a fazer a escova aos 17 anos e reaplicava o produto a cada três meses. “Sempre tive consciência de que poderia causar algum mal, mas continuei fazendo porque era bom, o cabelo ficava bom. Eu sabia, já sabia de tudo que podia causar, mas naquela altura do campeonato eu queria o cabelo liso. Então, se para ficar liso tinha que por o formol puro, que colocasse o formol puro”, afirma. 



Em uma das aplicações, o desconforto foi grande demais. “A última vez, que foi quando eu me assustei de verdade, foi porque eu estava de máscara, com uma toalha, e ainda assim eu tive dificuldade de respirar. Então, eu tive que mandar parar de fazer para que eu pudesse respirar, tomar ar, ir para fora etc. Eu não conseguia respirar mesmo, me trancou inteira. Daí eu me assustei. Foi a última vez que eu fiz, nunca mais fiz”, conta Vanessa. 



A bacharel parou com a escova progressiva há cinco anos, mas ainda convive com uma ferida no couro cabeludo. “No começo, ela chegava a sangrar, coçava muito, estava sempre vermelha. Foi melhorando. Eu tenho dificuldade com ela no verão, porque acho que sua mais na região. Como é na nuca, ela abre, coça e às vezes sangra”, revela. 



A comerciante Mariluz de Souza, de Cuiabá, não teve sequelas. “Fiquei traumatizada com escova inteligente, progressiva, não sei que nome dar. Mas com formol nunca. Logo em seguida que você passa por uma situação de você quase ter morrido, o primeiro sentimento que vem é que graças a Deus que eu estou viva. Aquele sentimento de ‘Vou processar, vou fazer isso’ não vem na minha cabeça. Na minha cabeça, eu só estava agradecendo a Deus o tempo todo de eu estar viva”, comemora a comerciante. 


Reportagem feita pelo Fantástico tv globo

domingo, 22 de janeiro de 2012

Isso não é brincadeira. Cabeleireiro que usar formol pode pegar 15 anos de prisão.